terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tique-Taque

Nessa visão apocalíptica e sombria.
Um céu como um pêndulo sobre a minha cabeça.
Um céu como um pêndulo ininterrupto.
De um lado ao outro, levando aquilo que estará eternamente pendente aqui dentro.
E o vento soprando em meus ouvidos, arrancando as minhas raízes como um tornado silencioso.
Dói. Dói muito. Escuto todos os choros, e sinto cada lágrima cair na minha pele. Não são minhas, mas são todas minhas... E releio aquelas cartas de A-Deus.
Envelhecer dói, mas estagnar é violentamente mais cruel. Então, deixemos isso queimar. As cartas serão todas queimadas. Amanhã.

E nesse oco firmamento que pisamos, sempre embaçado pelas horas...
O tique-taque do relógio, um barulho intermitente, como o estopim de uma bomba atômica, preste a explodir aqui dentro...

O barulho vem lá de fora... é o Tempo: Senhor de Todas as Coisas, Deus incontestável e escuro.
Ele traz um dia claro e óbvio, seguido de uma noite negra e negra. Será assim continuamente, mas nem sempre nessa ordem crono-lógica.

Olho para trás. Foi ontem. Foi outro dia. Outro ano. Outra era. Outra vida.

(que não parece não mais me pertencer).

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Irrefreável

adj. 2 g.


1 - Que não se pode reprimir ou domar.


(Aurélio)

sábado, 18 de agosto de 2012

Cinco anos!
Cem palavras?
Sem palavras.

Suíte de silêncios

"Guardar segredos. Sempre fui boa nisso. Desde cedo aprendi que calar pode ser uma maneira de enfrentar realidades delicadas, nunca completamente compreensíveis. Desde cedo aprendi a pelejar com esses escuros que carrego comigo, porões entulhados de perguntas sem respostas, de sentimentos que ardem como feridas.
Quando começou? Por mais que me esforce, não consigo me lembrar, como se as primeiras vezes não tivessem acontecido comigo, mas com uma Duína diferente, que sendo eu mesma, é outra também, uma espécie de Duína dos meus sonhos"

*Marília Arnaud.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

You're just a pawn in a losin' game. You lose at life, and it ain't no game.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

On the Playground Love

I'm still a HighSchoolLover

o que será?


O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...
O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos...
Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo...
*Chico

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Elasemovenomundoassimpulandodepedraempedra.Nãoconseguealcançarochão.Coitada,erapratersidotantacoisaelaagoraandaassim.Depedraempedra.Vezesououtrasconseguepisotearenormesplacasdegelos.Ospésdameninajáestãobemmachucados.Osbraçoseacoluna,devidoaforçaqueprecisautilizarnoequilíbriodeseucorpoestãopioresainda. Seráqueelavaiaguentar?




(Acho que não)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Àquilo que eu não sei o nome

                                      Para todos os amigos do mundo que ainda não fiz.


Ao escutar o barulho dos carros, a serralheira de uma construção ao fundo,tão fundo, mas tão fundo quanto aqueles segredos que a gente tenta esconder de si mesmo, e numa bela manhã cinzenta: sentir um sopro de vida no coração.
Nessas idas e vindas dos dias, das horas (ah... entre nós sempre horas... como já diria Virginia) chegam a ser tão entediantes, como evocadoras de náuseas. Asco da rotina, rodando como tudo tem que ser, mas... será TEM que ser? Assim, um fardo tão dilacerador? Acho que sim, mas o acaso sempre será capaz de tecer mais um caso. E por isso, ainda não desistimos de viver.
Então, ir até a esquina, até a padaria, sentir cada passada, os pés formigado, aquela distensão no pé esquerdo que nunca mais sarou, ouvir os pássaros cantar, escutar os dizeres das gentes, fitar as cores urbanas, e se sentir ainda mais só, do que quando se está trancado em seu quarto. Deparar-se, de repente com um sorriso, cheio de dentes, branco amarelado, e quem sabe um olhar quente e envolvente. Ter três opções: pode ser o amor da sua vida, pode ser um amigo de tantos anos que você acabou de conhecer, pode ser só mais um estranho torto.
Os dias passam, e entre eles as horas que nos perseguem.
Ir até a esquina de novo, pegar um ônibus não-sei-pra-onde, descer aliviado da claustrofobia e sentar numa praça verde; onde se escuta as crianças brincando, os idosos passeando, a pressa dos transeuntes, e não se sabe porque... se recorda daquela noite quente e macia de amor, com um grande amor que acabou internado num hospício por amar demais.
Sentar na calçada e conversar com alguém que você nunca viu, mas que acabou de cortar seu cabelo (não era bem o corte que você queria, mas as pessoas raramente fazem o que a gente quer), tomar cerveja e cerveja. Discutir a sexualidade dos gêneros, e outras amenidades que há entre o céu e a terra. E essa pessoa não te pergunta o que você faz/fez/deixou-de-fazer, mas o que você quer, e depois o que você pensa. Sentir por algum instante que o paradoxo que te governa, governa também alguém nesse mundo.
Voltar para casa com uma sensação imensa de alívio, até mesmo uma intensa despretensiosa felicidade,
e virar mais uma página vazia do Código-Brasileiro-de-não-sei-o-que-mais-estávamos-falando.

sábado, 20 de agosto de 2011

Alienações em Geral

"Em breve todas as páginas estarão escritas, cheias de códigos, esquemas, palavras e palavras, leis, medidas e nomenclaturas. Tudo estará em seu devido lugar. Mas, não há liga nenhuma entre Eu e Isso. Nenhuma palavras faz ligação para-comigo. Há algum tempo sinto que me desliguei deste mundo. É como se viesse ocorrendo uma morte do meu Eu. Nada mais me é familiar,  como se estivesse alheia à minha própria vida. Nada me é familiar. Alienação da Existência. Todos os dias ao olhar para o espelho, preciso abrir um dicionário, e por vezes o wikcionário, para tentar compreender o que se projeta diante dos meus olhos.
Há momentos, que quero deitar na grama e olhar para o céu da noite, ou melhor, o céu da madrugada. Fitar as constelações, e diante desse Infinito tão Imenso e Escuro... me lançar. Transformando-me em poeira cósmica. Ah... o Pó: de onde tudo surge e onde tudo se acaba. 
Deve ser a inexorável busca pela tal da felicidade. Tão banalizada, coitada... que hoje decorre-se de posses, posses e mais posses. Em detrimento daquilo que deveria ser a essência Humana. Valores tão mais nobres, como o amor, a solidariedade, a compaixão, o respeito às divergências, ... Tudo isso vale menos que uma nota de Hum American Dolar.
Por vezes, a dor que carrego é tamanha, que após invadir minhas vísceras, dilacera-me pelas entranhas. E agora? Sinto que não sou mais Eu, sou apenas um parasita de mim. Cada pensamento, cada suspiro, cada desejo é engolido por um mar de sangue negro. A estagnação da morte transformou-se num ente mais forte que a correnteza da vida."  

sábado, 23 de julho de 2011


my tears dry on their on.

quarta-feira, 8 de junho de 2011


"Quem te ensinou a nadar? Foi, foi marinheiro. Foi os peixinhos do mar."

domingo, 5 de junho de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

domingo, 20 de março de 2011

Vinícius

Tristeza não tem fim.
Felicidade sim.

quinta-feira, 10 de março de 2011

inquietude.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

segunda-feira

trêmula.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

sexta-feira às avessas

Desceu às pressas, pouco tempo para romances.