sexta-feira, 13 de março de 2009
o $ da chave da gaveta
poeira, fogo, poeira, fogo
tosse, lágrima, tosse, lágrima
cortina de fumaça.
estômago de ferro.
costas marcadas.
diz que vai me matar. e jura que vai matar por mim.
mas promete.
eu prometo.
meu amor não compra, mas talvez meu dinheiro compre.
depois fica perdida, esquece a chave dentro de uma gaveta, tranque-a e jogue essa chave no ralo da cozinha.
talvez se você utilizar a corda que eu te dei. talvez, mas só talvez, você consiga amarrar.
amarrar todas as letras, todo o lixo que você guardou debaixo do tapete a sua vida toda.
mas me promete? eu te prometo. não te mato e nem mataria por você, mas me mataria sem você...
e te confesso. meu dinheiro não compra uma coisa. uma coisa não. a coisa. aquela que você escondeu dentro da gaveta.
é... a que você jogou a chave fora.
(e antes que eu me esqueça, hoje é sexta feira 13 - um bom dia pra se falar em morte. não, é?)
tosse, lágrima, tosse, lágrima
cortina de fumaça.
estômago de ferro.
costas marcadas.
diz que vai me matar. e jura que vai matar por mim.
mas promete.
eu prometo.
meu amor não compra, mas talvez meu dinheiro compre.
depois fica perdida, esquece a chave dentro de uma gaveta, tranque-a e jogue essa chave no ralo da cozinha.
talvez se você utilizar a corda que eu te dei. talvez, mas só talvez, você consiga amarrar.
amarrar todas as letras, todo o lixo que você guardou debaixo do tapete a sua vida toda.
mas me promete? eu te prometo. não te mato e nem mataria por você, mas me mataria sem você...
e te confesso. meu dinheiro não compra uma coisa. uma coisa não. a coisa. aquela que você escondeu dentro da gaveta.
é... a que você jogou a chave fora.
(e antes que eu me esqueça, hoje é sexta feira 13 - um bom dia pra se falar em morte. não, é?)
sábado, 31 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda - feira de ressaca que não passa
- alguém me interne no paraíso, por favor!
- não há vagas.
- e agora?
- espere.
- ok. divido em dois?
- já está dividido em múltiplos de dois!
- e agora?
- espere.
(...)
- esperei...
- espere mais.
- aí!
- não há vagas.
- e agora?
- espere.
- ok. divido em dois?
- já está dividido em múltiplos de dois!
- e agora?
- espere.
(...)
- esperei...
- espere mais.
- aí!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
senhas
Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…
* adriana
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…
* adriana
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Eu e Você
- Eu e Ela.
- e o resto?
- o resto é o resto...
- mas acordei e Ela não estava ao lado...
- sim, mas sem dúvidas Ela estava nos seus sonhos...
- (...)
--
S.
- e o resto?
- o resto é o resto...
- mas acordei e Ela não estava ao lado...
- sim, mas sem dúvidas Ela estava nos seus sonhos...
- (...)
--
S.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
hoje = sempre

fazia tempo que não te escrevia, ou melhor, não me inscrevia em você,
essas atividades de caráter sublimatório às quais me (com)prometi, tangentes da impossibilidade, da infinitude e da inesgotabilidade, têm me sugado...
mas nessa sua última estadia em meu leito, tive um segundo de sossego.
e pedi pro mundo parar quando você estava deitada. tive vontade de transpor nossa (i)rrealidade à ficção e te dizer:
- my great love, can I treat your body like the pages of my lifebook?
e quando aquele instante evanescente se decompôs, decidi te escrever algo mais ou menos assim:
"não canso de te olhar, de admirar a sua beleza. parece-me irreal até agora...
e num suspiro lapidado em carne, ponho-me a te comtemplar.
tenho seu hálito e sua essência aqui, nas minhas mãos. como se pudesse tocar.
e a textura da sua pele parece vir a escorregar quando você está comigo.
me faz escorregar com a correnteza quente desse río, rumo a um êxtase inédito.
e todas as experiências, causos e casas já vividas e exploradas por mim, me parecem tão distante,
perto DISSO.
você me tem aos seu pés, nas suas mãos, meu amor.
e quando te tenho em cima, em baixo, aberta/fechada, num 69 (bem escrito)
de um avesso ao outro...
você me faz escorregar a um êxtase inédito até aqui.
para além do que as palavras, signos ou símbolos podem tocar.
se hoje eu te amo, te vivo,
sobretudo, te agradeço...
por me fazer sentir viva,
por me fazer vivenciar ISSO."
--
S.
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