Os dois horizontes
Dois horizonte fecham nossa vida:
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem?
— PerdidoNo mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem?
— Procuro,Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Dois horizontes fecham nossa vida.
*Machado de Assis
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Estou Doente
Estou doente.
Meus pensamentos começam a estar confusos.
Mas o meu corpo, tirado às cousas, entra nelas.
Sinto-me parte das cousas com .............................
E uma grande libertação começa a fazer-se em mim,
Uma grande alegria solene como a de eu estar vem (?)
[Um verso ilegível.]
*Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
Estou doente.
Meus pensamentos começam a estar confusos.
Mas o meu corpo, tirado às cousas, entra nelas.
Sinto-me parte das cousas com .............................
E uma grande libertação começa a fazer-se em mim,
Uma grande alegria solene como a de eu estar vem (?)
[Um verso ilegível.]
*Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
terça-feira, 3 de julho de 2007
obs - cena
Explora o meu corpo,
dedilhando-o todo em passeios quentes,
Viaje nos meus desatinos,
escorregando a sua boca na minha pele,
suga-me em arrepios,
(minha alma entrega-se pela boca...)
à sua boca, abrindo-se em delírios.
Sentindo o seu pulsar,
Sentindo o seu tudo,
Me aproximando do seu âmago,
acariciando cada centímetro dentro de você,
beijo a sua boca febril,
penetrando a minha língua em você,
devorando cada pedaço da sua carne.
Te entrego o meu corpo,
ao som dos meus suspiros sedentos de desejo.
venha caminhar sedenta,
pelas minhas margens,
para, preencher meus vazios...
encaixando a tua luxúria dentro de mim...
até eu alcançar o mais pleno orgasmo.
[o7-03-2006]
dedilhando-o todo em passeios quentes,
Viaje nos meus desatinos,
escorregando a sua boca na minha pele,
suga-me em arrepios,
(minha alma entrega-se pela boca...)
à sua boca, abrindo-se em delírios.
Sentindo o seu pulsar,
Sentindo o seu tudo,
Me aproximando do seu âmago,
acariciando cada centímetro dentro de você,
beijo a sua boca febril,
penetrando a minha língua em você,
devorando cada pedaço da sua carne.
Te entrego o meu corpo,
ao som dos meus suspiros sedentos de desejo.
venha caminhar sedenta,
pelas minhas margens,
para, preencher meus vazios...
encaixando a tua luxúria dentro de mim...
até eu alcançar o mais pleno orgasmo.
[o7-03-2006]
linguagem - imagem - drenagem
"Linguagem é uma pele. Eu esfrego minha linguagem em outras. É como se algumas vezes eu tivesse palavras ao invés de dedos, ou, dedos na ponta da língua. Minha linguagem é sedenta e trêmula de desejo."
[Roland Barthes]
[Roland Barthes]
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Multidão
Fumaça
Correria
O tempo quase sempre é insuficiente
As pessoas passam
O tempo passa
A vida passa
Você vai e volta
Eu corro de mim mesma
Tanta energia gasta inutilmente
Investe-se muito em confortos ilusórios
Não há espaço para criar laços
A atmosfera é de disputa
Um misto de deslumbre e egoísmo se tornam convites ao isolamento
Todos são infectados
Alguns mais que os outros
Inclusive eu
O que não me torna mais interessante
Fuga diante da correria
O planeta dá voltas e torno de si mesmo na tentativa de nos expelir
E não há mais tempo nem para festejar a capacidade de transformar oxigênio em gás carbônico...
(29/09/2005)
Fumaça
Correria
O tempo quase sempre é insuficiente
As pessoas passam
O tempo passa
A vida passa
Você vai e volta
Eu corro de mim mesma
Tanta energia gasta inutilmente
Investe-se muito em confortos ilusórios
Não há espaço para criar laços
A atmosfera é de disputa
Um misto de deslumbre e egoísmo se tornam convites ao isolamento
Todos são infectados
Alguns mais que os outros
Inclusive eu
O que não me torna mais interessante
Fuga diante da correria
O planeta dá voltas e torno de si mesmo na tentativa de nos expelir
E não há mais tempo nem para festejar a capacidade de transformar oxigênio em gás carbônico...
(29/09/2005)
Assinar:
Postagens (Atom)
